segunda-feira, 27 de abril de 2009

Muita coisa acontece enquanto o mundo dorme



Muita coisa acontece enquanto o mundo dorme

Velhinhas de branco fazem exercícios respiratórios na areia da praia
Aves sobrevoam lixeiras em busca de alimento
Pessoas viajam para Londres (outras para Tangamandápio)
Travestis vendem seus corpos na avenida dos travestis
Indivíduos caminham logo pela manhã (os velhos caminham mais)
Jovens tomam vodka barata numa esquina estratégica
Pastores mirins pregam em reuniões da Assembléia de Deus
Um cão menor foge de um cão maior
Um comerciante é vítima de latrocínio
Uma cidadela, outrora pacata, se modifica


Como eu queria ter menos sono!

Huanita Radke

sábado, 25 de abril de 2009

“Tudo vale a pena se a noite não é pequena”


Acordo com uma dor de cabeça insuportável. Ah! O Celular! Onde está o Celular? Reviro os lençóis em busca do maldito aparelho. Ele estava debaixo da cama.
_ Não! (Já são dez horas e eu deveria estar na reunião desde 7:30.)
Penso na noite anterior e constato que foi etílica por demais da conta, daí a dor de cabeça. Tento relembrar os fatos marcantes, pra ver se valeu a pena ter perdido a reunião. Valeu, claro que valeu, diria aquele português drogado, "o Pessoa", mas pensando bem não creio que sirva pra qualquer pessoa esse lance de tudo vale a pena, então vamos a seqüência (ainda com trema) dos fatos:
Boteco mexicano depois do trampo, 2 margaritas, conversa inicial bem animadora que originou uma despretensiosa esticadela na noite. Boteco numero dois, antes de entrar, papo com aquele amigo bem natural e logo em seguida neuras acerca das vestimentas inadequadas para a ocasião. Rock’and’roll, cervejas e gargalhadas de doer a barriga. Ganho uma cerva de um cara que eu já conhecia de vista.
_ XII!
Ele se converteu a uma tal igreja evangélica da moda (o único crente com o qual eu me relacionei era chato, não curtia rock’and’roll e me traiu). Tento despistar o cara. Ele engatou um papo com outra, que alívio! Conheço um cara legal que me faz rir mais um bocado não apenas pelo fato de ser do sexo masculino. O crente volta e pergunta se eu quero um “teco” (caralho o mundo ta virado mesmo! Agora os crentes cheiram?) e eu recuso, claro (imagine eu cheirada com um crente, poderia acabar convertida). Interajo mais do que o de costume com o cara legal. Hummmm! E não é que ele tem um beijo bom!
Fim de noite. Acho que valeu a pena! É difícil um dia dar tão certo, deve ser por isso que eu perdi o horário. Nem tudo é perfeito!


Huanita Radke