sábado, 25 de abril de 2009

“Tudo vale a pena se a noite não é pequena”


Acordo com uma dor de cabeça insuportável. Ah! O Celular! Onde está o Celular? Reviro os lençóis em busca do maldito aparelho. Ele estava debaixo da cama.
_ Não! (Já são dez horas e eu deveria estar na reunião desde 7:30.)
Penso na noite anterior e constato que foi etílica por demais da conta, daí a dor de cabeça. Tento relembrar os fatos marcantes, pra ver se valeu a pena ter perdido a reunião. Valeu, claro que valeu, diria aquele português drogado, "o Pessoa", mas pensando bem não creio que sirva pra qualquer pessoa esse lance de tudo vale a pena, então vamos a seqüência (ainda com trema) dos fatos:
Boteco mexicano depois do trampo, 2 margaritas, conversa inicial bem animadora que originou uma despretensiosa esticadela na noite. Boteco numero dois, antes de entrar, papo com aquele amigo bem natural e logo em seguida neuras acerca das vestimentas inadequadas para a ocasião. Rock’and’roll, cervejas e gargalhadas de doer a barriga. Ganho uma cerva de um cara que eu já conhecia de vista.
_ XII!
Ele se converteu a uma tal igreja evangélica da moda (o único crente com o qual eu me relacionei era chato, não curtia rock’and’roll e me traiu). Tento despistar o cara. Ele engatou um papo com outra, que alívio! Conheço um cara legal que me faz rir mais um bocado não apenas pelo fato de ser do sexo masculino. O crente volta e pergunta se eu quero um “teco” (caralho o mundo ta virado mesmo! Agora os crentes cheiram?) e eu recuso, claro (imagine eu cheirada com um crente, poderia acabar convertida). Interajo mais do que o de costume com o cara legal. Hummmm! E não é que ele tem um beijo bom!
Fim de noite. Acho que valeu a pena! É difícil um dia dar tão certo, deve ser por isso que eu perdi o horário. Nem tudo é perfeito!


Huanita Radke

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